Agenda brasileira para a
Indústria 4.0

O Brasil preparado para os desafios do futuro

01Indústria 4.0

As 3 primeiras revoluções industriais trouxeram a produção em massa, as linhas de montagem, a eletricidade e a tecnologia da informação, elevando a renda dos trabalhadores e fazendo da competição tecnológica o cerne do desenvolvimento econômico. A quarta revolução industrial, que terá um impacto mais profundo e exponencial, se caracteriza, por um conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico.

Complexidade 1780 1870 1969 2000+ REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Mecânica REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Elétrica REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Automação REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Inteligência Artificial Robótica Big Data e mais
Complexidade 1780 1870 1969 2000+ REVOLUÇÃO INDUSTRIAL REVOLUÇÃO INDUSTRIAL REVOLUÇÃO INDUSTRIAL REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Mecânica Elétrica Automação Inteligência Artificial Robótica Big Data e mais

As principais tecnologias que permitem a fusão dos mundos físico, digital e biológico são a Manufatura Aditiva, a IA, a IoT, a Biologia Sintética e os Sistemas Ciber Físicos (CPS)

3D

Manufatura Aditiva

Manufatura Aditiva

Manufatura Aditiva ou Impressão 3D é a adição de material para fabricar objetos, formados por várias peças, constituindo uma montagem.

IA

Inteligência Artificial

Inteligência Artificial

É um segmento da computação que busca simular a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões, resolver problemas, dotando softwares e robôs de uma capacidade de automatizarem vários processos.

IoT

Internet das Coisas

SynBio

Biologia Sintética

CPS

Sistemas Ciber-físicos

02Desafios e expectavivas

Há grandes desafios para a economia brasileira, em especial para a indústria, que enfrentou adversidades recentemente. Apesar disto, os dados apontam a quarta revolução industrial como uma oportunidade para o país.

Indústria representa hoje menos de 10% do PIB

Participação do setor de transformação industrial no PIB (%) 1985 - 2016

A participação da indústria de transformação no PIB, que já havia atingido mais de 20% em meados da década de 1980, reduziu-se para próximo de 11%, fruto de mudanças na estrutura produtiva do país e dos novos modelos de negócios trazidos pela disrupção tecnológica.

Brasil ocupa a 69ª colocação no Índice Global de Inovação

Indice global de inovação: países mais inovadores

O Índice Global de Inovação busca avaliar critérios de performance de diferentes países no quesito inovação. Índice avalia quesitos como crescimento da produtividade, investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D), educação, exportações de produtos de alta tecnologia, dentre outros tópicos. O Brasil tem caído no ranking de eficiência da inovação.

grafico_desafio_2 País P osição P ontos F o n t e: U ni v e r sidade C ornell, INSEAD e OMPI (2017) B r asil 33 , 1 pts 69º Suíça 6 7 ,6 pts Suécia 63,8 pts Países Bai x os 63,3 pts E U A 61 , 4 pts R eino Unido 60,8 pts Dinamarca 58 , 7 pts Cin g apu r a 58,6 pts Finlândia 58 , 4 pts

Entre 2006-2016 a produtividade da industria no Brasil caiu mais de 7%

Entre 2006 - 2016 a produtividade da indústria brasileira caiu mais de 7 pontos

Grafico_produtividade

No Índice Global de Competividade da Manufatura, o Brasil caiu da 5º posição em 2010 para a 29º posição em 2016

No índice Global de Competitvidade da Manufatura, o Brasil caiu da 5º posição em 2010 para a 29º em 2016

País Posição Pontos Fonte: Deloitte e Council on Competitiveness (2016) Brasil 46,2 pts 69º China 100 pts EUA 99,5 pts Alemanha 93 , 9 pts Japão 80 , 4 pts Coreia do Sul 76 , 7 pts Reino Unido 75,8 pts

Relatório "Readiness for the Future of Production Report 2018" (WEF) mostra o país na 41ª posição em termo da estrutura de produção e na 47ª posição nos vetores de produção da indústria.

Possuímos países que tem alto potencial para o futuro da indústria, países que lideram o processo, países nascentes no tema e países que possuem um relativo legado industrial, mas estão mais distantes da corrida para a 4º revolução industrial. Interessante que o Brasil se situa na interface deste quadrante, possuindo potencial para melhorar sua posição nesta nova economia.

Cada indústria deve perseguir uma estratégia dual, em que se muda o presente e se constrói o futuro

Transformar a indústria hoje

Criar a indústria do futuro

03Impacto

Os impactos da Indústria 4.0 sobre a produtividade, a redução de custos, o controle sobre o processo produtivo, a customização da produção, dentre outros, apontam para uma transformação profunda nas plantas fabris.

Segundo levantamento da ABDI, a estimativa anual de redução de custos industriais no Brasil, a partir da migração da indústria para o conceito 4.0, será de, no mínimo, R$ 73 bilhões/ano.

Essa economia envolve ganhos de eficiência, redução nos custos de manutenção de máquinas e consumo de energia.

R$ 73 Bilhões/ano Redução dos custos industriais Ganhos de eficiência Redução de custos de manutenção de máquina Economia de energia R$ 34 Bilhões/ano R$ 31 Bilhões/ano R$ 7 Bilhões/ano Redução total

04A retomada do crescimento econômico em 2018

Bens de capital e de consumo duráveis lideram retomada industrial

05GTI - Grupo de trabalho da Indústria 4.0

Diante deste cenário, o MDIC instituiu, em junho de 2017, o Grupo de Trabalho para a Indústria 4.0 (GTI 4.0), com o objetivo de elaborar uma proposta de agenda nacional para o tema.

O GTI 4.0 possui mais de 50 instituições representativas (governo, empresas, sociedade civil organizada, etc), por onde ocorreram diversas contribuições e debates sobre diferentes perspectivas e ações para a Indústria 4.0 no Brasil.

Temas prioritários como aumento da competitividade das empresas brasileiras, mudanças na estrutura das cadeias produtivas, um novo mercado de trabalho, fábricas do futuro, massificação do uso de tecnologias digitais, startups, test beds, dentre outros foram amplamente debatidos e aprofundados neste GTI 4.0.

06Estrutura de Governança

A partir das experiências do GTI 4.0 a aliança entre associações empresariais, confederações, federações de indústria e sindicatos é o primeiro passo para trabalharmos com tema tão transversal e impactante.

Conselho Governamental

(MDIC, MF, PR, MTb, MEC, MCTIC, MS, MPDG)

  • Definição de orientações de políticas públicas
  • Articulação e patrocínio institucional
  • Validação de medidas e monitoramento estratégico

Entidade Gestora

(ABDI)

  • Mobilização e articulação operacional da Agenda i4.0
  • Acompanhamento das medidas e monitoramento das métricas de resultado
  • Promoção e divulgação da agenda i4.0
  • Gestão da informação

Comitê de Monitoramento

(Entidades Convidadas)

  • Acompanhamento, orientação e aconselhamento sobre diferentes tópicos

Grupos de trabalho e comunidades de especialistas

  • Debate e discussão de diferentes matérias
  • Elaboração de propostas
  • Assessoria técnica

07Premissas da Agenda da Indústria 4.0 (2017-2019)

Fomentar iniciativas que facilitem e habilitem o investimento privado, haja vista a nova realidade fiscal do país.
Propor agenda centrada no industrial/empresário, conectando instrumentos de apoio existentes, permitindo uma maior racionalização e uso efetivo, facilitando o acesso dos demandantes, levando o maior volume possível de recursos para a “ponta”.
Testar, avaliar, debater e construir consensos por meio da validação de projetos-piloto, medidas experimentais, operando com neutralidade tecnológica.
Equilibrar medidas de apoio para pequenas e médias empresas com grandes companhias.

08MEDIDAS RUMO À INDÚSTRIA 4.0

Estratégias empresariais e políticas públicas precisam andar lado a lado. A Agenda Brasileira para a Indústria 4.0 é resultado de amplo debate com o setor produtivo brasileiro, liderado pelo MDIC.

Estruturadas a partir do conceito de Jornada para a Indústria 4.0, as medidas apresentadas, a seguir, deverão auxiliar os empresários brasileiros nesta trajetória rumo à transformação digital e ao futuro da produção manufatureira.

Jornada da
Indústria para o 4.0

Contribuir para a transformação das empresas em direção à Indústria 4.0 é o grande propósito desta agenda, estruturada em etapas, seguidas segundo o grau de maturidade ou necessidade de cada empresa.

Alianças Estratégicas Em um país mais integrado à economia global, a competitividade da indústria dependerá da capacidade do produtor nacional em incorporar as novas tecnologias da Indústria 4.0, permitindo que ele possa competir em igualdade de condições em seu mercado interno e externo. Incentivos No fim, o investimento em soluções 4.0 que aumentem a eficiência, a produtividade e a competitividade das empresas é o grande passo para a mudança para novos patamares produtivos. Requisito Com um bom time e regras que facilitem a atuação da empresa no mercado, aumentam-se as chances de sucesso no caminho da 4.0. Protótipo Em seguida, é necessário saber quem são os parceiros tecnológicos e de negócios e como eles podem contribuir nessa jornada para a 4.0. Conhecimento O ponto de partida começa com a compreensão do conceito de Indústria 4.0 pela empresa, buscando avaliar como está hoje e para onde pode ir. CONEXÃO GLOBAL 10ª FINANCIABILIDADE TALENTOS REGRAS DO JOGO HUB 4.0 B+P 4.0 TEST BEDS CONEXÃO STARTUP-INDÚSTRIA 4.0 AUTO AVALIAÇÃO DIFUSÃO DO CONTEÚDO INÍCIO